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Programa Justiça Cidadã realiza 119 casamentos civis

  O amor não tem hora, idade ou gênero certos para acontecer. É o caso Vavá Caramore, transsexual, servidor do Tribunal, de 60 anos, e Eliana de Souza, 50. Eles se conheceram há 7 anos, quando a assistente social Eliana trabalhou como cuidadora da mãe de Vavá. Junto há 6 anos, o casal aproveitou o projeto Casamento Cidadã do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro para oficializar a união na manhã desta sexta-feira (29/11), em cerimônia que reuniu 59 casais de noivos. - Foi muito inesperado. Eu nunca tive uma relação como essa antes. Estou muito feliz - afirmou Eliana, aluna do Programa Justiça Cidadã. Em seu segundo evento na mesma semana, o projeto Casamento Cidadã, contou com a participação de casais do Programa Justiça Cidadã do TJRJ e também do Batalhão de Choque da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro. Desenvolvido e implementado pelo Departamento de Ações Pró-Sustentabilidade (Deape), o projeto teve, em sua primeira edição, um total de 119 casamentos civis. As duas cerimônias da semana, realizadas no TJRJ, contaram com a presença da desembargadora e coordenadora do programa, Cristina Tereza Gaulia. De acordo com a magistrada, o objetivo do projeto é promover um ato de fortalecimento de cidadania.     - Fazemos o casamento civil para poder abranger todas as religiões e gêneros, é uma maneira de a sociedade civil os incluir. Não se cabe mais preconceitos. Consiste em um casamento com dispensa de proclamação. Ele tem o intuito de facilitar as uniões estáveis e transformá-las em casamento. Os casais vão para audiência para provar a união estável para o juiz e este, se comprovado, transforma a união estável em casamento. É um procedimento inovador no Brasil – explicou a desembargadora. Os casamentos são efetivados individualmente com a presença dos casais e respectivas testemunhas. E as audiências desta sexta-feira foram realizadas pelos juízes Antônio Luiz da Fonseca Lucchese, Priscila Fernandes Miranda Botelho da Ponte e Gracia Cristina Moreira do Rosário.       Surpresa na hora do ‘sim’ Surpresa e ainda emocionada, Dayany Neuma, 30 anos, foi pega no susto pelo companheiro, Paulo Charlinton, 39 anos, policial militar do Batalhão de Choque. Para ela, eles iriam apenas resolver questões burocráticas hoje. Se conhecem há mais de 20 anos, mas estão juntos há pouco mais de um ano. Moradores do mesmo bairro em Belford Roxo desde jovens, os noivos viveram encontros e desencontros. Já foram casados com outras pessoas, separaram. Quando um estava solteiro, o outro estava namorando. Até que se reencontrarem e o amor falar mais alto. Hoje, moram juntos há 5 meses e Dayany está grávida de 7 meses, sua terceira criança e primeira filha de Paulo. - Estou muito feliz. Eu sempre fui apaixonado por ela. É a realização de um sonho, depois de tanto tempo, poder oficializar com esse presente que é ter ela na minha vida e agora uma filha – disse, emocionado, Paulo. Também participando por meio da parceira com o Batalhão, Vladimir Paes de Azevedo, de 40 anos e Tatiany Vilela Marques, de 34 anos, oficializaram a união de 9 anos. O casal tem uma filha de 6 anos, Alice, e mora junto há 7 anos. - O Tribunal de Justiça está com programa de valorização da Polícia Militar. E essa é uma forma de homenageá-los - afirmou a desembargadora Cristina Gaulia.   LF/FS Fotos: Brunno Dantas
29/11/2019 (00:00)
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