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Emerj lança projeto de incentivo ao estudo e recebe estudantes

“Quero ser jogador de futebol para ajudar a minha família”, foi logo avisando Caio Felipe, capitão do time LPV - um programa do Instituto Brasileiro Lutando por Vidas – no qual também jogam Ronald, Caíque Queirós, Caíque Ferreira, Ryann Eduardo, Klayson, Gustavo, Pedro Henrique, Paulo Henrique, Luciano e Carlos. Ana Julia representou o time feminino do mesmo projeto. Todos são alunos de escolas públicas, têm entre 9 e 14 anos e moram em Campinho, um conjunto habitacional de Campo Grande, na Zona Oeste do Rio. Nesta quarta-feira (16/10), eles conheceram a Emerj e receberam um conselho para a vida toda: o estudo é o caminho para um futuro melhor. O grupo de estudantes foi o primeiro a participar do novo projeto da Escola da Magistratura, o “Conhecendo a Emerj”. A proposta é apresentar a instituição a crianças e adolescentes como um centro de produção de conhecimento, das salas de aula aos espaços de debates. Os jovens conhecem também o dia a dia de operadores do Direito em uma visita ao Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ). Logo que chegaram, os estudantes foram recepcionados pelo diretor-geral da Emerj, desembargador André Gustavo Corrêa de Andrade, no auditório Paulo Roberto Leite Ventura. “O que faz um juiz?” Perguntou a eles o desembargador. “Bate o martelo!” Responderam de pronto. Começou assim um bate papo informal, no qual o desembargador explicou para uma plateia atenta e muito interessada a importância do trabalho dos juízes. Numa sala do Curso de Especialização em Direito Público e Privado, o professor e desembargador Alexandre Câmara falou sobre a necessidade do estudo: - Para ser militar, para ser jogador de futebol, para ser o que for, tem que estudar, porque estudando a gente consegue tudo. Acompanhados do desembargador André Andrade e da secretária-geral da Escola, Lúcia Frota, os estudantes se encantaram com a grandiosidade do Tribunal Pleno. Eles ocuparam a mesa de honra, e Ana Julia sentou-se na cadeira destinada ao presidente do TJRJ: - Eu me sinto privilegiada por estar aqui - disse a jovem, de 14 anos, que sonha em seguir carreira militar. Para conhecer o trabalho dos magistrados, o grupo foi levado para conversar com o presidente da 7ª Câmara Cível, desembargador Caetano Ernesto da Fonseca Costa, que ganhou uma camiseta do projeto e abriu a sessão com um recado aos visitantes: - Vocês precisam acreditar que podem tudo. Nunca deixem que alguém desestimule vocês a correr atrás do sonho, mas saibam que é preciso percorrer o caminho da honestidade e do estudo. O diretor-geral da Emerj explicou como é o trabalho dos desembargadores durante uma sessão, e concluiu: - Estou muito feliz de ter recebido vocês. Nunca desistam dos seus sonhos, porque vocês têm um futuro. Não estou querendo dizer que a vida é fácil, mas se vocês forem determinados, tiverem vontade de alcançar um sonho, ele se torna possível. Acompanhados pelo Cerimonial, os estudantes ainda visitaram o Palácio da Justiça e conheceram o Antigo I Tribunal do Júri. O arte-educador Raphael Schreider explicou como funciona um Tribunal do Júri.   Um novo futuro   No fim da tarde, antes de voltarem para casa, os estudantes ainda compartilhavam o sonho de Caio Felipe de ser um jogador de futebol famoso, mas já vislumbravam novas possibilidades: - Se eu não for jogador, vou ser juiz, afirmou Ryan Eduardo, o volante do time. Nem o capitão Caio Felipe não tinha mais dúvidas: - Se eu não for jogador, vou querer ser advogado. Antonio Carlos Carneiro da Silva, técnico do time, se disse sensibilizado com o “Conhecendo a EMERJ” e afirmou que o projeto vai fazer com que as crianças multipliquem os novos conhecimentos: - Quando se abre uma escola de juízes para a comunidade, praticamente quebra-se o teto deles, que é ser jogador de futebol. Eles veem futebol todo dia na televisão e sabem que os jogadores de futebol ganham bem, são famosos. Mas, quando você traz esses meninos para um ambiente como este, eles veem a oportunidade de ser um juiz, uma pessoa importante. A gente agradece e pede mais oportunidades para trazermos mais crianças. O Instituto Brasileiro Lutando por Vidas (LPV) começou em 2013 com o kickboxer e tem hoje o futebol como um dos seus projetos mais importantes. O LPV busca afastar do crime crianças e jovens que vivem em comunidades carentes, dando a eles oportunidades nas áreas de esporte, artes e educação. - O nosso maior objetivo é mostrar para esses meninos e meninas que existem outras possibilidades, que eles podem chegar onde quiserem, assim como os desembargadores Caetano, André e Câmara falaram. É nisso que o Instituto Brasileiro Lutando por Vidas investe. Parece pouco, mas faz uma grande diferença na vida desses garotos. É nisso que nós acreditamos, na transformação através dos exemplos - frisou Jorge Turco, coordenador do LVP.   Fonte: Ascom da Emerj
17/10/2019 (00:00)
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